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Negócios Originais Crescem Mesmo na Crise

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Mesmo com a crise, muitas pessoas têm buscado abrir novos negócios, sem se deixar contaminar pelo clima de pessimismo. É a veia empreendedora falando mais alto. Para estes empreendedores, a boa notícia é que existem negócios à prova de crise, que crescem mesmo nos tempos de dificuldades socioeconômicas.  

Um exemplo deste tipo de negócio imune à crise ou que se potencializa em ambientes de crise é o mercado de aparelhos auditivos.

Historicamente este mercado nunca cresceu menos que 10% – foi assim na crise de 2008, por exemplo. E em 2015, este segmento registrou um crescimento de mais de 20%. Ou seja: a comercialização de aparelhos auditivos tem se mostrado um ótimo negócio, mesmo em um ambiente econômico que pode parecer desfavorável para grande parte do mercado mundial.

Por que isso acontece?

Com maior longevidade, autonomia, qualidade de vida e independência financeira, a terceira idade está se tornando a grande força do mercado de consumo – na contramão da velha noção de que o Brasil é um país de jovens.

Estima-se que 65% da população acima de 60 anos necessite de um aparelho auditivo. No Brasil, a proporção de pessoas com mais de 60 anos, que era de aproximadamente 4% em 1950, passou para mais de 14% em 2010. Em 2020, esse número deverá ultrapassar os 18%, representando 38 milhões de pessoas.

Dados como estes por si só justificam o crescimento do mercado de forma natural. Mas existem outros fatores que também estão relacionados a esse desempenho.

Além de termos um crescimento em função do aumento da população idosa, há uma demanda reprimida muito grande de pessoas que, em função de questões culturais ou econômicas, não tinham acesso ao aparelho auditivo.

Hoje a renda da população idosa melhorou e, consequentemente, essas pessoas têm buscado mais qualidade de vida. E ouvir bem está diretamente relacionado a isso.

E os outros fatores?

Com este cenário à parte, você pode se questionar se a inadimplência e o desemprego não interferem neste segmento.

A resposta é simples: a população idosa, na maioria dos casos, já está aposentada – por isso não sofre com o aumento do desemprego.

Curiosamente, a inadimplência também não os afeta. O perfil do idoso frente à inadimplência tem se mantido o mesmo há décadas. Enquanto a taxa de inadimplentes na população com idade entre 18 e 50 anos chega a 39%, na população idosa não passa de 10%.

Estima-se ainda que 43% da terceira idade brasileira tenha uma reserva financeira para este tipo de investimento em saúde.

Com base neste cenário, acredito que não devemos frear o espírito empreendedor. É na crise que aparecem as verdadeiras oportunidades de negócios. “Enquanto uns choram, outros vendem lenço”, já diz o ditado. O importante é se preparar para vender lenços.

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Quem sou eu?

fred-abrahao

Graduado em Direito pela UNIFRAN, o empresário abriu seu primeiro negócio aos 19 anos. Com o know-how e determinação de quem começou cedo no mundo dos negócios, em 2007 criou a Direito de Ouvir e em 2016, a Seu Gado, empresas inovadoras em seus segmentos no Brasil.

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