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Desafios das Mulheres Empreendedoras

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As mulheres são maioria entre os novos empreendedores. Dados da pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), divulgada pelo SEBRAE em 2014, indicaram que elas representam 52% dos empreendedores com menos de três anos e meio de atividade.

Nas cinco regiões brasileiras, só no Nordeste as mulheres ficam atrás dos homens – com 49% de representação.

Segundo especialistas, o aumento de mulheres à frente de um negócio é um reflexo natural do avanço do sexo feminino no campo de trabalho. Se há duas décadas, o número de mulheres que possuía experiência suficiente para investir neste mercado era pequeno, hoje esse cenário mudou drasticamente.

A busca por flexibilidade para exercer seus diversos papéis sociais e a necessidade de encontrar satisfação pessoal fora do mundo corporativo padrão são outros pontos que explicam esse novo modelo de comportamento.

Cada vez mais as mulheres estão usando suas potencialidades para ocupar cargos que exigem liderança e capacidade de decisão. Como elas apostam em qualificação, têm contribuído para que o perfil do empreendedor brasileiro ganhe em escolarização. Prova disso é que, ainda de acordo com a pesquisa, 49% dos donos de novos negócios – grupo em que as mulheres são maioria – têm pelo menos o segundo grau completo.  Índice que cai para 41% entre os donos de negócios estabelecidos (com mais de três anos e meio de atividade), com predomínio masculino.

Apesar deste crescimento na participação, as mulheres empreendedoras ainda acabam por enfrentar alguns desafios:

– Conquistar mercados majoritariamente masculinos – Alguns setores, como o de tecnologia, ainda são predominantemente masculinos.  Para aumentar sua penetração nesses segmentos, as mulheres precisarão ser ainda mais competitivas.

– Aprender a delegar – Um traço comum a todas as pessoas é a tendência natural de querer controlar tudo o que acontece à sua volta. No entanto, é preciso aprender que uma gestão de um negócio eficiente é praticamente o oposto disto. Como já diria Steve Jobs, co-fundador da Apple: “Concentre-se naquilo que você é bom, delegue todo o resto”.

– Driblar os estigmas sociais – Nem sempre é fácil conciliar os papeis de mãe, esposa e empresária quando se tem o peso das cobranças sociais. Muitas empreendedoras se sentem angustiadas ao assumir todas essas responsabilidades, como se elas ainda fossem conflitantes.  É preciso quebrar esses padrões para que elas possam exercer plenamente todos os papeis que quiserem.  Preconceitos sobre a capacidade feminina também precisam ser extintos já que elas já provaram que podem ser tão competentes quanto os homens.

– Exercitar o networking – A pesquisa do SEBRAE apontou que as mulheres brasileiras estão entre as que menos fazem networking.  Aprender a fazer as conexões certas pode ser determinante para o desenvolvimento de um negócio.

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Quem sou eu?

fred-abrahao

Graduado em Direito pela UNIFRAN, o empresário abriu seu primeiro negócio aos 19 anos. Com o know-how e determinação de quem começou cedo no mundo dos negócios, em 2007 criou a Direito de Ouvir e em 2016, a Seu Gado, empresas inovadoras em seus segmentos no Brasil.

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